principal
  un poema semanal
  10 versos (ou menos)
  poesía lunática
  as lúas da lúa gris
  ligazóns
  contacto
  eduardo estévez
     
 

A laranjeira, 07h00

Os olhos dele eram infinitos:
pele gretada, um rosário,
o dia em que foi forçado a partir. E mais
não adianta, sempre tão infinitos.
A luz da criança era uma sombra
nos objectos da mulher e uma árvore por dentro.
Os olhares resvalavam no tumulto da carruagem
e eram reais. Coisas que não se aprendem.

José Ricardo Nunes, Relâmpago, nº 12, 04/2003.
Para obter máis información sobre o autor preme aquí.
Fonte: a mencionada edición.

 
     
  [poemas publicados] | [información e subscrición]