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Música
ou quealquer coisa que faça barulho
e encha o vazio da espera -
instruções mecânicas, avisos electrónicos
- até que chegue voz verdadeira
com nome, vontade, profissão,
capaz de responder com indiferença
e cinismo à aflição. Mas, não raro,
depois de guerra qualquer, depois do
pingue-pongue das palavras vazias,
sobrevém um conforto, uma quase alegria,
também pela ilusão de que o comércio
é esse intercâmbio do bem pelo mal
e deste pelo amor.
Carlos Bessa, poema aparecido en relâmpago, nº
12, 4/2003.
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Fonte:a
mencionada edición.
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