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Os
retratos dos avós
as
gravatas enforcam
as palavras dos avós
e se mais tento o diálogo
mais se apertam os nós
dos avós que se enforcam
de cabeça para baixo
presos aos seus silêncios
cientes dos seus recatos
de que não podem falar
sobre o que foi viajado
e da distância que há
entre o neto e seus retratos.
Sérgio
de Castro Pinto
publicado en Poesia sempre. Rio de Janeiro, Ano 1, Nº
2, 07/2003.
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Fonte: a mencionada edición.
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